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Valongo é reconhecido como Patrimônio da Humanidade

Publicado em 09/07/2017 por Administrador

Hoje, a Unesco reconheceu o Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, como Patrimônio da Humanidade, descrevendo-o como ‘o traço físico mais importante da chegada de escravos africanos ao continente americano’.

Na região, ficava localizado o porto de onde desembarcaram mais de 1 milhão de africanos no período entre 1774 e 1843. O local é conhecido como ‘Pequena África’ ainda hoje, em função da presença marcante da cultura e memória negra nos imóveis, nas ruas e vielas do bairro.

Ali foram encontrados ossadas e objetos de culto religioso dos africanos, que chegavam em más condições de saúde e muitos morriam poucos dias após o desembarque. O local abriga um museu sobre o tema – o Cemitério dos Pretos Novos, como eram conhecidos os africanos que chegavam adoecidos.

Apesar do sofrimento, o local também reunia grande comércio de produtos, tecidos, especiarias africanas, além de abrigar moradias e cultos religiosos entre escravizados e libertos. Até hoje, na região, ainda ocorre uma das mais tradicionais rodas de samba da cidade, na Pedra do Sal, onde, conta-se, havia encontros de estivadores e boêmios.

Com o reconhecimento da região como patrimônio, cresce a mobilização para a criação de um Museu da Escravidão no local, uma ideia da Prefeitura do Rio. A proposta enfrenta polêmicas e críticas de ativistas, que prefeririam um espaço de valorização da memória e da cultura negra.

Via Nexo