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De onde partimos

Na cidade de Ouidah, no Benin, existe um monumento chamado Porta do Não-Retorno, construído no porto onde nossos ancestrais foram expulsos de sua terra, sua família, sua comunidade. Tombado pela Unesco, o local é um símbolo da maior tragédia da humanidade: um vão entre dois universos; espaço de pertencimento e não pertencimento; um lugar e um não lugar; uma passagem para outra existência.

Apesar do sofrimento, a diáspora africana também permitiu a disseminação da sua cultura, valores e cosmovisão. Reconectar essas referências é a premissa da Diaspora.Black, que conecta anfitriões e viajantes interessados em compartilhar a herança dos povos africanos na construção social das mais diversas cidades do mundo – seja em Ouidah, berço yorubá, ou em Salvador, onde a tradição moldou parte da cultura.

O reencontro com as múltiplas referências carrega também uma simbologia potente, política, sobre a luta por empoderamento. É uma transgressão de estigmas, ocupação de espaços: expansão do que entendemos ser o ‘nosso lugar’. E também uma estratégia para ressignifcar a contribuição histórica da população negra, para fortalecer identidades individuais e promover o reconhecimento como comunidade.

É também uma alternativa de enfrentamento ao racismo, que marca nossas experiências de viagens. Segundo pesquisa da Universidade de Harvard, viajantes negros têm 16% menos chances de serem aceitos em acomodações nos Estados Unidos. A melhor forma de superar essas recorrentes situações de racismo é fortalecer a nossa rede, onde podemos reconhecer nossos valores e o sentido de pertencimento.

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Quem nos apoia

Tudo que venha e seja para nos incluir, em tudo aquilo que temos direito no Brasil e que tentam nos negar, é maravilhoso. Temos que criar ferramentas que possamo nos dar maior empoderamento.

Mãe Beata de Yemanjá, Iyalorixá do Ilê Omiojúàrò

Penso que essa rede pode contribuir de maneira fundamental quebrando estereótipos em relação a população negra que viaja pelo mundo.

Joanice Conceição, professora doutora da UFF

As pessoas desse não lugar, que estão em outros lugares, precisam se encontrar, até para construir essas identidades. Uma plataforma que permite que a gente se encontre é maravilhoso.

Janete Ribeiro, professora e historiadora do ISERJ

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