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2009 – O Ano do Turismo Étnico no Brasil

Escrever para a Diaspora.black está me fazendo revisitar passos importantes que dei com a Rota da Liberdade desde sua criação em 2006. Memórias vivas e vividas de momentos inesquecíveis onde lágrimas de tristeza e alegria se confundiram. Para mim o mais importante é falar dos amores em vez das dores e relembrar as coisas boas me faz acreditar que mais fui alegre do que triste nesta jornada com a Rota da Liberdade.

O ano de 2009 foi marcado por dois acontecimentos muito importantes para o Turismo Étnico no Brasil, a Rota da Liberdade foi eleita como 1 dos 10 Melhores projetos de Geoturismo do Mundo, em um Desafio de Geoturismo da National Geographic e Changemakers da Ashoka1, um desafio que reuniu 311 iniciativas mundiais e no qual a Rota da Liberdade era o único representante da América do Sul. Foi um divisor de águas em minha experiência como profissional de Turismo.

Neste mesmo ano, realizamos o I Encontro Franco Brasileiro de Rotas Turísticas, onde pudemos receber, por 21 dias, o senhor Philippe Pichot, coordenador das Rotas Turísticas da Abolição2 na França.

Neste encontro, além de visitar os roteiros da Rota da Liberdade em São Paulo e no Vale do Paraíba, tivemos a oportunidade de organizar, em nome da ABTE – Associação Brasileira de Turismo Étnico, o Primeiro Encontro Internacional de Turismo Étnico, na cidade de Quissamã, no Quilombo da Machadinha3, realizado em parceria com o Ministério do Turismo, encontro no qual se procurava definir as bases para o desenvolvimento do Turismo Étnico no Brasil.

A Bahia lançou neste ano o seu programa de Turismo Étnico, tendo a Cultura Negra e também a Indígena como tema.

A Amazônia lançou o programa “Amazônia Quilombola”, trazendo a luz a importância da presença negra naquele território.

ABTE – A Associação Brasileira de Turismo Étnico nasceu na Feira Roteiros do Brasil, realizada pelo Ministério do Turismo na cidade de São Paulo, participavam da Associação integrantes de diferentes esferas envolvidas como o Turismo Étnico, integrantes de poder público, empresários e comunidades tradicionais, principalmente as Quilombolas e Indígenas. A Associação teve curta duração, mas serviu para agregar diferentes linhas de ação e pensamento com referência ao Turismo Étnico no Brasil.

1 https://www.changemakers.com/pt-br/stories/diversidade-etnica-como-diferencial-turistico

2 http://www.abolitions.org/

3 http://www.turismo.gov.br/ultimas-noticias/1299-turismo-etnico-e-tema-de-debates-em-quissama-(rj).html

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