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30 de dezembro de 2018

 

Os sons do festival
Conheça algumas das principais atrações do Afropunk Joanesburgo 2018
Por Thais Ribeiro

O Afropunk inicialmente era um festival que se destinava a incluir ritmos como rock e punk rock feitos por negros. Com a ampliação do público e com suas edições estendidas para outras partes do globo, as possibilidades musicais do evento se expandiram e, hoje, ritmos como hip hop, soul, free jazz, R&b e tantas outras vertentes da música negra fazem parte de sua escalação. Confira alguns dos artistas que estão fazendo Joanesburgo tremer nessa segunda edição do Afropunk na cidade.

Flying Lotus, americano nascido em Los Angeles, é um conceituado músico multi-instrumentista e produtor. Nas linhas do hip hop experimental e da música eletrônica, FlyLo já teve colaboração de artistas como Kendrick Lamar, Snoop Dogg e Herbie Hancock em seus discos, e seus últimos trabalhos como “Until the quiet comes” e “You’re dead!” foram aclamados pela crítica. Com certeza, um importante artista da atual geração.

 

 

Thundercat, nome artístico de Stephen Bruner, é um genial baixista de jazz, expoente do neosoul, além de um vocalista de excelência. Sua música transcende rótulos e seu trabalho carrega a liberdade sonora, o experimentalismo e pegadas de afrofuturismo. Seu disco “Drunk” já está entre um dos melhores lançamentos do gênero e foi lançando pela Brainfeeder, gravadora de Flying Lotus.

 

 

The Internet, banda fundada pela vocalista Syd e lançada pela gravadora de Tyler The Creator, tem discos que transitam entre o trip hop e o R&b. O grupo tem vários hits entoados pelos amantes do gênero e, certamente, é um dos shows mais esperados do evento. Não à toa!

 

 

Public Enemy, lendário grupo de hip hop formado em 1982, carrega no nome parte da história e da importância do gênero. Com membros icônicos, como Flavor Flav e Chuck D, suas músicas carregam um teor político, fazendo de “Fight the Power” um hino. O grupo foi considerado pela revista Rolling Stones como um dos 100 Maiores Artistas de Todos os Tempos.

 

 

Kaytranada é um DJ e produtor canadense-haitiano que, com o lançamento de seu disco “99,9%” em 2016, se firmou na black music como um artista de respeito no atual cenário. Tendo feito mixtapes, produções e trabalhando com nomes como Freddie Gibbs, BadBadNotGood, Anderson Paak, o lançamento de seu disco solo já vinha sendo aguardado, e o show de Kaytra é simplesmente carregado de swing.

 

 

Thandiswa, cantora sul-africana que hoje é considerada uma das maiores artistas femininas de seu país. Após lançar seu primeiro disco solo, “Zabalaza”, um álbum político, com muito funk, jazz e afrosoul, Thandiswa recebeu vários prêmios como o South African Music Awards, e hoje é reconhecida como uma das pioneiras do gênero kwaito e considerada pelo The Guardian como “A melhor cantora contemporânea feminina da África do Sul”.

 

Youngsta CPT, começando suas composições logo cedo, aos 12 anos, Youngsta nasceu na Cidade do Cabo, África do Sul e hoje é considerado um dos maiores MC’s de seu país. Tendo dividido o palco com artistas como Talib Kweli e Lil Wayne, Yongsta, hoje aos 27, já tem alguns hits em sua carreira e difunde o que há de mais contemporâneo no rap africano.

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BCUC ou Bantu Continua Uhuru Consciousness é um grupo de Soweto que está dando o que falar na África do Sul. É uma banda muito contemporânea e que tem resgatado nos sons urbanos do rap, soul e rock a batucada nativa das religiões africanas. Com músicas longas, porém repleta de ritmos, BCUC inventou seu próprio gênero e com seu segundo disco, Emakhosini, lançado em 2018, o grupo tem mostrado seu enérgico e impressionante show, inclusive como atração do palco principal no festival Glastonbury.

 

 

Big Freedia, rapper trans de Nova Orleans, é a artista considerada rainha do Bounce e difunde o gênero, que ainda é pouco conhecido no rap. Irreverente, já teve um reality show filmado sobre sua vida e foi militante pela causa dos moradores de Nova Orleans que tiveram suas casas devastadas pelo furacão Katrina. Uma passagem que contribuiu para torná-la famosa foi a música de Beyoncé, “Formation”, que abre com uma fala sua.

 

 

Dope Saint Jude é uma rapper e produtora que traz em seu trabalho referências desde 2Pac até o movimento Riot Grrrl, levantando questões sobre autoafirmação dentro de uma perspectiva Queer e de engajamento social.

 

 

Categoria: África, Cultura, Viagem

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