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Do Turismo Étnico ao AfroTurismo – Uma jornada épica

Confira a estreia da coluna de Solange Barbosa, criadora da Rota da Liberdade, em nosso blog!

Em janeiro de 2020 o Sebrae Inteligência Setorial publicou no Boletim Tendência – Turismo, janeiro/fevereiro1, uma análise sobre o Afroturismo2 conceituado neste momento como “Experiências com as Raízes e a Ancestralidade Afro”, indicando o movimento de empresários do setor turístico envolvidos neste movimento, com destaque para a Rota da Liberdade e Diaspora.Black.

Isto me levou a refletir sobre a jornada que vivenciei desde a criação da Rota da Liberdade em 2004 até a virada de 2020.

Quando lançada em 2006 na cidade de Sorocaba pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, a Rota se chamava “Rota do Escravo”, em referência ao projeto mundial da UNESCO3, de mesmo nome e que nos orientava a criar “Roteiros de Memória da Diáspora Africana”, através do mapeamento das comunidades diaspóricas e seus lugares de memória.

O nome não foi bem recebido (eu não sabia nada sobre marketing e marcas) e assim, depois de um torturante processo judicial (conto esta estória em outro texto, porque é longa e envolve muitos conceitos sobre Escravidão e Liberdade), lá se mudou o nome para “Rota da Liberdade” em 2007.

Turismo Étnico – em 2003 foi criado o Ministério do Turismo no Brasil e começou a ser implementado o Plano Nacional de Turismo, sendo que a cada 4 anos era trabalhado um tema. No plano de 2007 a 2010 – “Uma viagem de Inclusão” – começou a utilização do termo Turismo Étnico4, uma modalidade de segmentação turística, incluída dentro do segmento do Turismo Cultural5.

Em 2006, passamos então a conhecer propostas de desenvolvimento de Turismo Étnico com recorte Afro (caso da Bahia, São Paulo e MG) e também já temos o aparecimento do termo Afro Turismo, mas sem a organização e tentativa de conceituação que encontramos em 2019.

Turismo de Base Comunitária – o Turismo Étnico e também o Afroturismo também ocorrem nas Comunidades Tradicionais, agora com o nome de TBC, onde a questão étnica se distancia, privilegiando-se neste caso a Experiência Comunitária do Turismo.

Ao longo das nossas postagens iremos nos deter sobre estes conceitos, perpassando pela história da Rota da Liberdade ao longo destes 16 anos de existência.

Boa leitura!
Solange Barbosa, fundadora da Rota da Liberdade


#VivaDiaspora

Referências:

1 https://www.sebraeinteligenciasetorial.com.br

2 Este conceito toma forma à partir da apresentação da Rede Internacional de AfroTurismo em 18/02/2019 nas dependências do Inova Bra – sede da Diaspora.black

3 https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000146546_por

4 Segundo a conceituação do MTUR na cartilha sobre Turismo Cultural o Turismo Étnico “ Constitui-se de atividades turísticas envolvendo a vivência de experiências autênticas e o contato direto com os modos de vida e a identidade de grupos étnicos”.

5http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Turismo_Cultural_Versxo_Final_IMPRESSxO_.pdf

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