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3 de Maio de 2018

Encontro Povos Bantu

São Paulo recebe representantes de diversos povos Bantu no Brasil e mais cinco países africanos para debates de preservação e valorização da cultura tradicional

 

Qual o coletivo de “pessoas”? Em Kiongo, língua da África Central, o correto seria “Bantu” – a nomenclatura que se refere a diversos povos da região e que moldou parte da cultura afro-brasileira! Neste fim de semana, representantes de cinco países se reúnem em São Paulo para celebrar o legado desta matriz cultural e as estratégias para sua preservação e valorização em suas mais diferentes manifestações!

O EcoBantu acontece de 4 a 6 de maio, no Memorial da América Latina, em São Paulo, com o tema  Tradição Bantu no Brasil e na África: Gabão, Angola, Congo, Moçambique e Camarões e representações políticas e culturais de todos os países, além de pesquisadores sobre a diáspora dos povos bantu na América!

Para quem não reconhece, são expressões e manifestações de origem bantu algumas das principais marcas da nossa cultura afro-brasileira – algumas, já definidas como Patrimônio Cultural, como a capoeira, o samba, o jongo e o maracatu! Também na religião, algumas das matrizes do Candomblé estabelecidas na Bahia (Congo Angola) também tem ascendência Bantu – assim como muitas expressões idiomáticas brasileiras.

São esperadas mais de 1600 pessoas entre os participantes do encontro em São Paulo. Com extensa programação (clique aqui e saiba mais), o objetivo de ampliar o debate sobre ações de preservação de memória e identidade desses povos que, por séculos, tiveram sua história alterada, negada e silenciada. É, também, uma oportunidade de “atualizar” vínculos entre os povos e suas diferentes manifestações contemporâneas.

“Temos pedaços de uma história a recolar. Porque pior das coisas, é o apagamento da nossa história. Os outros quiseram escrever, para nós, a nossa própria história. Não vamos e não podemos deixá-los fazer. É importante servir-nos deste reencontro para juntos reescrevermos a história deste mundo. O que é uma maneira de dizer aos outros que existimos e que temos um futuro evidentemente a escrever”, diz o presidente da República Gabonesa, Ali Bongo Ondimba, que estará presente no encontro.  O Gabão é sede do Centro Internacional das Civilizações Bantu (CICIBA), fundado há 35 anos.

Na programação, constam debates com autoridades políticas, intelectuais de diversos países e personalidades culturais. Entre os temas discutidos, estão as sobrevivências e estratégias de resistência e preservação das tradições Bantu. Na abertura, participam Erivaldo Oliveira da Silva, presidente da Fundação Cultural Palmares, Juvenal Araújo Junior,  Secretário Nacional de Politicas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério dos Direitos Humanos (Brasil), entre outras autoridades.

O encontro também contará com um rito tradicional de origem afro-brasileiro bantu em homenagem aos 70 anos de Mãe Mirinha do Portão, do Terreiro São Jorge Filhos da Gomea, e uma Saudação Mam`etu Kamurissi, realizada pela Mãe Lúcia de Dandalunda. Entre os debatedores, estão Makota Valdina Pinto, do Terreito Tanuri Junsara (Salvador, BA),  o escritor John Bella Bela (Trajetória da Rainha Guerreira Njinga), o cantor Tiganá Santana, entre outros.

Na programação cultural, apresentações de artistas do Gabão, do Terreiro de Capoeira Angola – Mestre Limãozinho (Samba de Roda), do Jongo Dito Ribeiro, de  Naice Zulu (Rapper e Panafricanista – Angola);  Jongo da Serrinha; do DJ Plucky Lion (Panamá), do Grupo Afro Bankoma (BA); Keith B Angola (Hip Hop); Leões Tigres de África (Senegal) , além de exibição de filmes, como  Njinga – Rainha de Angola.

#VivaDiaspora

 

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