Redefinir Senha

Busca Avançada
Resultados da pesquisa

Encontros na Chapada

A Chapada Diamantina é um parque nacional que atrai pessoas de todo o mundo! Confira o relato de um encontro na região e as hospedagens para a Páscoa!

“Ver uma família negra resistindo firmemente nesse meio turístico dominado por pessoas brancas e de fora da região me deixa muito satisfeita e só tenho vontade de recomendar os seus serviços. Nós por nós. Isso faz toda a diferença”, conta a cineasta gaúcha Camila de Moraes, sobre sua visita à Chapada Diamantina, em 2017.

Nesta semana, Camila de Moraes se tornou a segunda mulher negra a ter um longa metragem em exibição no circuito comercial do Brasil, após 34 anos da primeira exibição nacional de uma diretora negra! Seu filme, O Caso do Homem Errado, é um documentário impactante sobre o genocídio da população negra. Está em cartaz em Porto Alegre! Confira mais sobre o filme neste link!

Camila mora em Salvador, e conta neste relato sua viagem para a Chapada Diamantina:

“Foi breve, mas intenso e uma experiência muito boa. Há sete anos morando em Salvador sempre escutei falar muito da Chapada Diamantina, mas até o momento não tinha ido ao local por falta de organização mesmo, sempre deixando para depois, um dia, uma viagem para se fazer antes de ir embora da Bahia.

Sempre hospedamos pessoas em Salvador e dessa vez conhecemos o espanhol Francis Perez, but Francis já sabia que iria fazer essa viagem pela América então nós já estávamos em contato há mais de um ano e cada um acompanhando a trajetória do outro pelas redes sociais. As nossas viagens (mas dele que as minhas) e sempre conversando.

Eis que ele chegou na Bahia e a hospedagem em Salvador já estava garantida. Em uma conversa na cozinha querendo saber por quais locais já tinham ido e para aonde ia ele pergunta: – Você já conhece a Chapada Diamantina? Respondo que não, mas que tinha vontade de conhecer um dia, pois todo mundo fala que é lindo e ele faz o convite: – Então, vamos para Chapada Diamantina? Respondi: – Porque não? Vamos! Foi simples assim. Resolvemos as datas, ele planejou os roteiros, arrumei a mochila na última hora e antes ainda perguntei: – Você não é nenhum assassino, né? kkkkk

Achei que estava preparada para essa aventura, sou uma pessoa que adora o novo, but meu deuzu “guria de apartamento” indo para primeira trilha de verdade foi bem engraçado. Isso que foi leve a primeira parte do roteiro. Foi tudo maravilhoso, mas percebi que realmente preciso me preparar física e psicologicamente para tal aventura.

O nosso roteiro era de uma semana com várias trilhas, rios, cachoeiras, hostel e até pedir carona se fosse preciso. Bom, começamos leve. Chegamos em Lençóis querendo fazer as trilhas sozinhos, mas nenhuma era recomendável. Procuramos conhecer o melhor guia da cidade, Hernandes Muniz, (super recomendo), nos deu várias opções de passeio, negociamos valores, contou histórias e nos apresentou o Quilombo do Remanso.

Conheci lugares lindos por demais. Conheci um pouco da história daquela população. Fiquei muito contente ao ouvir a história do meu guia kkkk (sim já é meu, pois quando voltar vamos de Hernandes Muniz novamente), falando que trabalha há 21 anos nessa profissão.

Contou que depois da proibição do garimpo essa era a única forma de renda e que ele tinha orgulho em ser guia, pois ele viveu aquela história, daquele local, diferente dos guias que estão chegando agora que aprendem a história nos livros, pois ele fez parte daquilo, o seu avó era garimpeiro. Bom fiquei muito emocionada mesmo.

Ele e a família estão ampliando os negócios, fala mais de um idioma, aceitam cartões, carro próprio, e logo mais uma residência para hospedar turistas. No trajeto encontramos outros guias, acredito eu que também da Associação, que ouvia eles se referirem ao Hernandes como mestre, porque eu sou dessas né, escuto as conversas dos outros.

Ver uma família negra resistindo firmemente nesse meio turístico dominado por pessoas brancas e de fora da região me deixa muito satisfeita e só tenho vontade de recomendar os seus serviços. Nós por nós. Isso faz toda a diferença”, reforça Camila.

*Texto originalmente publicado no blog Palavras Enegrecidas, de Camila de Moraes

A Chapada Diamantina

São quase 40 mil km² de extensão, bem no coração do estado, em meio a uma região de sertão e seca aguda a maior parte do tempo. Esse oásis é formado por diversos planaltos e formações rochosas de grande porte, esculpida ao longo dos anos e que abriga vales, nascentes e uma grande biodiversidade.

Na época colonial, a região era pólo do garimpo baiano, de onde se extraía predominantemente diamantes. Mas também foi uma região rica em agricultura, e as duas atividades econômicas atraíram grande população estrangeira e também africanos ou negros escravizados – que estabeleceram comunidades e vilas quilombolas na região.

A região compreende o segundo maior parque nacional do País, protegida por lei há mais de 30 anos, e abrange diversas cidades e uma grande diversidade de opções de lazer e turismo histórico, arquitetônico e, claro, de natureza! O ponto central deste destino é a cidade de Lençóis, a pouco mais de 400 km de Salvador. A cidade é o polo hoteleiro da região, e também de gastronomia e cultura. De lá partem excursões e passeios para outras cidades e para os principais atrativos turísticos da região.

Em toda a Chapada, são centenas de cachoeiras e pequenas vilas com características arquitetônicas únicas, tombadas como patrimônio histórico. Entre as principais atrações estão o Morro do Pai Inácio, uma das formações rochosas mais famosas do País e também um dos principais pontos de observação do pôr do sol na região! Além dele, há riachos e cachoeiras há menos de uma hora do centro de Lençóis, além de trilhas maiores, com até três horas de duração em cada trecho.

Confira as opções da Diaspora.Black para curtir a Chapada Diamantina com identidade e pertencimento!

 

Lençóis (BA)

A casa fica em meio à natureza, próximo à área da reserva, da trilha do Ribeirão do Meio e da cachoeira do Sossego, dois dos mais famosos pontos turísticos de Lençóis. Além da hospedagem, a anfitriã oferece dicas e agendamento de passeios guiados pelos principais atrativos da região. “Lençóis é uma antiga cidade de garimpo, onde ainda hoje vivem descendentes de escravos e comunidades quilombolas. A cidade também conta com o Jarê, manifestação religiosa da cultura afro local”, descreve a anfitriã Louise Pita, que recebe em sua casa visitantes de todo o mundo!

Faça sua reserva aqui!

Vale do Capão (BA)

Uma das regiões mais procuradas da Chapada Diamantina, dali saem grandes e imperdíveis trilhas, como a da Cachoeira da Fumaça (3h) e Purificação (2h), além de passeios  imersivos de pelo menos três dias. Há passeios mais curtos, para rios e  belas paisagens da região. A vila também reserva boas surpresas na gastronomia local! A Hospeda Vila fica no centro.  O café da manhã está incluso, e o atendimento é de primeira! Há quartos coletivos e para casais, com sossego e boa conversa! Faça sua reserva aqui!

#VivaDiaspora

 

.................0