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28 de dezembro de 2018

O Afropunk e seu impacto na moda, na arte e no comportamento

Por Thais Ribeiro

Música, moda e comportamento são expressões intrinsecamente relacionadas e definem bem o que é o Afropunk.

O festival surgiu a partir da necessidade de um ambiente de representatividade de negros que frequentavam os meios alternativos já que, no geral, eram minorias nesses espaços. Nos anos 90, no auge do movimento hip hop, não havia outra associação possível de negros que não fosse à temática rap, R&b, soul. O festival acabou por atingir um público que não se prendia a estereótipos e padrões pré-estabelecidos, o que acabou fazendo da liberdade sua grande marca. O carro-chefe do evento é a música, mas o público é categoricamente um show à parte.

Assim, consolidado como um evento de autoexpressão, a afirmação da ancestralidade e identidade negra estão em todos os detalhes. O público explora inimagináveis estilos, ideias, modelos e cores, o que nos permite dizer sem exagero que o Afropunk se tornou também um movimento estético.

Importante ressaltar que o punk, como um movimento transgressor, buscou significar seus símbolos de maneira política. O cabelo no estilo moicano é uma forma de protestar contra o genocídio e a colonização dos índios moicanos, na América do Norte. Os piercings e alargadores resgatam adornos originalmente tribais, muito comuns na África. Tudo se encaixa.

Com a subversão do movimento punk e a celebração da cultura pan-africana, o público do Afropunk trouxe novas referências de estilo urbano, moda, beleza e autovalorização. E trouxe isso em dimensões globais.

Dá uma olhada nos looks que separamos abaixo! Você pode conferir mais pelo perfil do Afropunk no Instagram.