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20 de setembro de 2017

Juventude em formação!

Fortalecer as identidades coletivas por meio do intercâmbio cultural de experiências. A partir de hoje, essa vocação será ressaltada na casa da Diaspora.Black, com a chegada de 16 jovens da periferia de São Paulo em imersão no Rio. A turma de jovens alunos da Escola de Jornalismo da Énois passará uma semana em intercâmbio com coletivos, movimentos sociais e articuladores de redes das favelas cariocas para potencializar a construção de olhares e narrativas da periferia, produzida pelos seus próprios atores. 

A acolhida pela rede integra a programação do intercâmbio como parte da experiência de valorização e imersão na cultura negra, predominante nas referências das periferias brasileiras. A convivência no nosso espaço – partilhando os valores de pertencimento, identidade e coletividade – estará associada também à formação sobre a contribuição sócio-histórica das populações negras no Brasil, o estigma persistente do racismo sobre a população periférica, e a oportunidade de inovação, empreendedorismo e criação em redes e com foco em impacto social.

“É uma oportunidade de compartilhar valores e referências importantes de nossa história e cultura afro-brasileira para que os jovens possam construir suas narrativas que reflitam nossa riqueza e contribuição para o País, sem estigmar a população periférica e ressaltando a potencialidade de inovação e empreendedorismo que existe de forma latente nesses espaços”, avalia nosso CEO, Carlos Humberto Silva.

Os jovens também participam, no dia 22, do lançamento do filme Dinheiro para se contar, mini documentário produzido na Escola neste ano. O lançamento acontece no Observatório de Favelas, no Complexo da Maré, às 16h. No documentário, a equipe investiga a relação da juventude com o dinheiro, as falhas na educação financeira e a interferência de aspectos emocionais na gestão da grana.

Ao final da viagem, os jovens realizarão pautas coletivas sobre os temas abordados durante o intercâmbio. Na programação, também estão previstas palestras e vivências no Complexo da Maré, no Território Inventivo, oficinas de produção em jornalismo de dados,  entre outras vivências.

Além dos jovens, a rede Diaspora.Black também tem articulado ações com coletivos de mulheres, por exemplo, para garantir acomodações especiais que somem às suas experiências de formação e mobilização nas viagens.  A proposta, segundo Carlos Humberto, é reforçar a conexão entre diferentes redes, fomentando sinergias e interações em suas áreas de atuação.