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8 de março de 2018

Moda Afro-Latina

Em sua quarta edição, a ‘Mostra de Criadoras em Moda: Mulheres Afro-Latinas’ reúne cinco ateliês da capital paulista para expor uma coleção exclusiva. No dia 17 de março, das 16h às 18h, acontece um desfile a céu aberto no Sesc 24 de Maio, região central de São Paulo.

Integram a mostra os ateliês Abayomi Ateliê, África Plus Size Brasil, Candaces Moda Afro, Cynthia Mariah e Xongani. A atividade é coordenada pelo coletivo Manifesto Crespo, e pelo Núcleo Socioeducativo da Programação do Sesc 24 de Maio, o evento é uma oportunidade de ressignificar a moda. Como exemplo, aboliram o termo ‘modelo’, mas ‘mulheres desfilantes’. Além disso, as organizadoras não usam ‘looks’ para definir as peças, preferem ‘criações’.

“Tudo isso faz parte de um processo de abrasileirar nossa moda, que também é nutrida por África e referências indígenas. A moda precisa expressar outras vivências, outras memórias, outros corpos. Esse é o nosso objetivo”, afirma Pamela Rosa, do Abayomi Ateliê.

Os grupos definiram duas linhas condutoras para a coleção. Todo o trabalho deverá expressar a conexão entre africanidade e afro-brasilidade, bem como percorrer uma trajetória que nasce em referências ancestrais até o futurismo.

“Elementos religiosos, os blocos afro dos carnavais, ícones como Maria Bonita e a expectativa de um futuro com mais liberdade e menos regras sociais de comportamento são algumas de nossas inspirações”, diz Ana Paula Mendonça, co-fundadora da marca Xongani.

Segundo a estilista Cynthia Mariah, a coleção é atemporal e não segue as tendências atuais,  eurocêntricas. “Pesquisamos elementos da nossa latinidade. Estamos trabalhando com algodão cru, chita, richelieu e estamparia artesanal, por exemplo. São materiais vivos em nossas memórias e identidade”, explica.

As roupas foram feitas a partir das histórias de vida das mulheres que irão vestí-las. O intuito é contrariar a ideia de que a criação seja mais importante e que modelos são ‘cabides’. “São mulheres reais do ponto de vista estético. Negras, gordas, trans; são donas de casa, trabalhadoras. Queremos que as peças representem suas histórias”, conta Ana Cristina Neves, da marca Candaces.

Além disso, Luciane Barros, do África Plus Size Brasil, aponta que é importante que a moda seja pensada para corpos gordos desde o início. “No começo, o desfile de peças para esse público era separado. Isso estava errado. Hoje, todos os ateliês planejam suas produções pensando na pluralidade dos corpos. Isso é um pré-requisito.”

#VivaDiaspora

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