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8 de março de 2018

Mulheres em movimento

Conheça a história das mulheres à frente de duas iniciativas pioneiras no Black Travel Movement, de turismo focado na população negra!

 

“Não conseguia encontrar uma comunidade com a qual eu pudesse me identificar, então eu criei uma”, conta Evie Robinson, criadora da Nomadness Travel Tribe, a maior comunidade de viajantes negros norte-americanos, com mais de 16 mil pessoas cadastradas desde sua criação, em 2011.

Ela é uma das pioneiras do Black Travel Movement, o movimento global de viagem com identidade, surgido nos Estados Unidos junto com diversas iniciativas de visibilidade, inspiração e serviços oferecidos para os viajantes. A história de Evie e da sua comunidade são inspiradoras para a Diaspora.Black, a rede pioneira do movimento no Brasil!

Evie nasceu em Albany, cresceu em Nova York, morou em Paris e já viajou por mais de 30 países. Atualmente, mora no Bronx, um dos mais emblemáticos bairros negros de Nova York.

“Criar uma comunidade para outras pessoas tornou-se muito importante porque não era apenas sobre mim, mas era sobre explorar um diálogo maior com as pessoas”, completa a empreendedora, nesta entrevista. “”Eu queria criar algo para pessoas como eu. Não consegui encontrar nada que eu achasse que estava realmente medindo ou efetivamente atingindo aquela comunidade e representando bem”, completa.

Outra mulher inspiradora para o movimento é Danielle Rivers-Mitchell, criadora da página Black Girls Travel TooO nome já é auto explicativo. As garotas negras também viajam, e muito. O objetivo dessa rede americana é inspirar as garotas a ampliar seus horizontes e viajar sem receios de discriminação.

Danielle conta no site que, antes de criar a rede, enxergava a vida de mulher, mãe e executiva no mundo corporativo, no Alabama, como uma “viagem all inclusive, mas sem motivação ou inspiração”.

Sua transformação começou ainda na juventude, quando pode contrariar as estatísticas da comunidade negra local para viajar até Washington (DC), com ajuda de uma professora.

“Este pode não ser um destino dos sonhos, mas para uma jovem negra marginalizada, era como se o mundo ganhasse cores vivas. e aquela experiência indicou que poder viajar muda perspectivas e nos revela nosso propósito”, conta.

 

Danny ainda diz que a criação da rede foi uma “decisão de ir além de seu próprio quintal de Mobile, Alabama, para salvar sua vida da mediocridade e  oferecer às mulheres a mesma oportunidade de fazer uma jornada dentro de si para se encontrar verdadeiramente”.

#VivaDiaspora