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25 de julho de 2017

Mulheres Negras em Luta

Todo dia uma luta: essa é a realidade das mulheres negras em todo o mundo. Mas hoje, especialmente, o dia tem uma carga de simbologia e ativismo político incontestável. Desde 1992, é o dia em que as mulheres negras, latinas e caribenhas marcham para celebrar sua resistência em um cenário de múltiplas opressões. A celebração acontece em todo o País com marchas, debates, shows e conferências sobre a trajetória de mulheres inspiradoras, os desafios contemporâneos para superação das limitações e a reafirmação do engajamento e da luta política cotidiana.

São muitas as mulheres de referência para este dia,  sejam elas ativistas, políticas, escritoras, mães, cantoras, domésticas, agricultoras. A luta é de todas, e é diária: valorizar a trajetória das mulheres negras, sua resistência, sua memória e suas histórias pessoais é reescrever a história da diáspora africana.

O primeiro  Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas ocorreu em Santo Domingo, na República Dominicana,  quando a data foi instituída como calendário de lutas com reconhecimento da ONU. Os debates e manifestações pautavam o combate ao machismo e racismo, e a luta por equidade de gênero nas múltiplas esferas da sociedade. No Brasil, a data ganhou notoriedade em 2015, quando mais de 50 mil mulheres marcharam em Brasília pela afirmação dos direitos de outras 49 milhões de mulheres negras e pardas do País.

A celebração ocorreu após a presidente Dilma Rousseff  sancionar, um ano antes, a data como marco nacional, relembrando a trajetória de Teresa de Benguela, uma liderança quilombola pouco conhecida no País.  A história, escrita pelo olhar dos opressores, não registrou a origem ou mesmo a data de nascimento de Teresa de Benguela, mas sua trajetória de luta e resistência da população negra escravizada, ainda no século 18, tornou seu nome atemporal. Após a morte do marido, José Piolho, ela assumiu o comando do quilombo do Quariterê, no Mato Grosso, e estabeleceu um parlamento local, organizou a defesa militarizada do quilombo, a produção agrícola e de tecidos, vendidos para sustentar a comunidade.

Um dos destaques da programação nacional neste dia é a conferência Atravessando o tempo e construindo o futuro da luta contra o racismo, ministrada pela ativista norte-americana Angela Davis, em Salvador, com transmissão pela internet. Referência na luta antirracista e feminista desde a década de 70, quando diriga o partido Panteras Negras e foi presa pela sua atuação política, Ângela mantêm seu protagonismo no ativismo político ao pautar a importância da luta cotidiana e da construção de alternativas simbólicas, de redes organizadas e novas narrativas negras, para vencer a permanência dos paradigmas racistas e machistas na sociedade, mesmo em novos cenários econômicos.

Além da conferência, uma série de marchas estão agendadas em todo o País nesta terça-feira.  No Rio, uma programação de feiras, rodas de conversa, debates e samba ocorre ao longo de todo o dia na Central do Brasil. Em São Paulo, uma marcha tem concentração prevista para às 17h na Praça Roosevelt, no Centro.  Já em Brasília, ocorre o Festival AfroLatinas, que reúne extensa programação de debates e shows.

Em diversas cidades há programação: encontre a sua e compartilhe com a gente!

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