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1 de julho de 2017

Nossa História

A história da diáspora africana é a história das pessoas, suas travessias, buscas e realizações. A nossa história é inspirada por algumas dessas estórias que se cruzaram no Rio de Janeiro, onde a Diaspora.black foi fundada em setembro de 2016.

Quatro anos antes, o anfitrião Carlos Humberto Silva recebia em sua casa, em Santa Teresa, o futuro sócio, Antonio Luz, recém chegado à cidade para uma nova experiência profissional. Outro fundador, Gabriel Oliveira, também foi hóspede de Carlos e seu anfitrião, em Salvador, anos antes da plataforma se tornar realidade.

Mais do que o espaço, foram partilhadas histórias, viagens, conquistas. A semente da plataforma estava ali, e em muitas outras experiências de hospedagem compartilhada que priorizava viajantes interessados na valorização da cultura e memória das populações negras.

“Na Diáspora, temos nossas diferenças e também os jeitos e situações que vivemos da mesma forma, mas em outros idiomas. É importante examinar essas conexões – essa é a grande questão da nossa geração”, diz Obyamaka Ode, estudante nigeriana que vive nos Estados Unidos.

Ela  também foi hóspede de Carlos, em Santa Teresa, após quatro experiências negativas e constrangimentos racistas em acomodações pelo País. Em uma delas, um anfitrião expulsou ela e amigos que estavam ajudando a arrumar as malas. Obyamaka visitava o Brasil, em 2013,  para aprofundar sua  pesquisa acadêmica sobre marcas da diáspora nas mulheres negras, em especial sua relação com a estética e seus cabelos. Ao encontrar com Carlos, dividiram essas e outras experiências de agressões. Nosso fundador coleciona situações constrangedoras. 

“São muitas ocasiões. Numa delas, fui questionado se era traficante. Em outra, saí para comprar frutas para meus hospedes e quando retornei havia um recado na porta dizendo que ‘não era bem o que esperavam’. Eles não esperavam ser recepcionados por um anfitrião negro e isso ficou evidente assim que abri a porta”, relata Carlos sobre experiência vivida em 2011.

Casos como esse foram mapeados em pesquisa da Universidade de Harvard, que apontou que negros têm 16% menos chances de serem aceitos em plataformas tradicionais. A Diaspora.black, construída de experiências reais, se coloca como alternativa.  

“A estadia e o encontro com Carlos enriqueceu minha experiência. Nas viagens turísticas, não se mostram coisas lindas da população negra, às vezes só um abstração da cultura negra. Com plataformas como a Diaspora.black, a gente abre novas portas e caminhos se para conectar”, contou Obyamaka.

A soma dessas trocas deu sustentação para um protótipo da rede, em 2016, junto ao designer de produto André Ribeiro. Na sequência, veio a mobilização de financiamento coletivo para o desenvolvimento da plataforma, entre dezembro daquele ano e março de 2017. Desde então, a equipe se juntou a diversos colaboradores e parceiros para conceber, planejar e viabilizar esta iniciativa, que agora abre as portas para novas estórias.

Abra também as suas portas, compartilhe sua História!

#VivaDiaspora

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