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4 de setembro de 2017

Resistência Quilombola

Desfrutar das praias de Búzios e ainda fortalecer uma luta que nos restaura o significado de independência nacional. Neste feriado de 7 de setembro, nossa dica é aproveitar a estadia no Quilombo da Rasa, localizado à beira da praia, a cerca de 180 km do Rio de Janeiro. Viver a experiência de conhecer de perto as tradições locais passadas por gerações, é uma forma autêntica de valorizar a resistência e a preservação da memória quilombola, num momento em que estão em risco os processos de demarcação de terras em todo o País.

A estadia é uma novidade da nossa rede, com duas casas cadastradas na comunidade. Uma delas é oferecida pela artista plástica Regina D’Paulla. Sua casa tem uma área de 300 m², com um grande quintal repleto de árvores frutíferas e flores que já dão o tom da primavera no local. Uma brisa gostosa do mar preenche o local, que também serve de atelier para a produção de peças de cerâmica, principal trabalho da anfitriã – também ela uma descendente da comunidade tradicional e defensora da memória local.

Hoje reconhecido como o bairro de Búzios, o quilombo foi reconhecido em 2005 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e pela Fundação Palmares. Cerca de 800 famílias vivem no local, que ainda guarda o clima de comunidade com canoas paradas à beira da praia, de frente para o quintal das casas. Uma associação de moradores local realiza atividades de formação e mobilizações para a preservação da memória local, ameaçada pelo amplo processo de expansão imobiliária da região.

Para destacar a história e a presença quilombola na região, há em Búzios um Museu a Céu Aberto, com monumentos em referência a locais de desembarque de africanos escravizados na região. A rota contempla marcos como a Praça Quilombola, na Praia Gorda, a Casa do Sino, a Igreja de Sant’Anna, Praia dos Ossos, Ponta do Pai Vitório. Os africanos que desembarcavam nessa região eram levados até a Fazenda Campos Novos e, após a abolição, teriam formado o quilombo da Rasa.

Na comunidade, a história oral contada pelos mais velhos é um pouco diferente. Os relatos indicam que uma revolta ainda no navio teria permitido a fuga dos primeiros fundadores do quilombo. Preservada na memória também ficaram as manifestações culturais tradicionais, como o Jongo, as festas de folia de reis, de calango e festas do boi, que ainda movimentam a região mesmo após o amplo processo de conversão a outras religiões desde a década de 50.

Além da luta para preservar a memória cultural, os moradores também lutam para preservar os territórios frente a especulação imobiliária. Apenas 12 títulos de propriedade são registrados em nome dos quilombolas da região entre 2005 e 2014.  Em todo o Brasil, são apenas 220 territórios reconhecidos oficialmente – embora 1.500 já estejam em processo de regularização pelo INCRA. Mas, na Fundação Palmares, já são 2.200 os territórios mapeados.

As demarcações de terra estão ameaçadas por uma ação judicial, atualmente em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona os critérios de demarcação e pode extinguir parte dos territórios já regularizados. A votação, marcada para o último dia 16, foi adiada mas a mobilização contra o processo e o retrocesso político na garantia dos direitos fundamentais dos quilombolas também continua ativa nas redes.

#VivaDiaspora

 

2 thoughts on “Resistência Quilombola

  • ativo 6 de setembro de 2017

    Oi gente nossa!
    Já estou agendada pra este feriadão.
    Estou interessada e gostaria de ir no feriado de Zumbi.
    Tem programação?
    Muito obrigada.
    Axé!
    Rosângela Valle

  • Administrador
    ativo 10 de setembro de 2017

    Oi Rosângela!
    Você pode agendar sua visita diretamente na plataforma!
    Anualmente, eles têm programação para o mês de novembro e vamos divulgar assim que tivermos as informações definidas! Axé!
    #VivaDiaspora

Fechado para comentários.

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