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28 de fevereiro de 2018

Viagem Interestelar

“Muitas pessoas se sentem pequenas quando pensam no espaço. Eu me sentia em expansão, conectada com o universo”, conta a primeira mulher negra a viajar ao espaço, Mae Jemison. Ela é nossa homenageada no Mês da História Negra, uma celebração norte-americana sobre personalidades e fatos marcantes de nossa memória!

Em Fevereiro, uma série de ações acontecem nos Estados Unidos para dar visibilidade a figuras célebres e eventos marcantes da trajetória e contribuição da população negra no país. O objetivo também é fomentar e qualificar o ensino desta contribuição social da população negra na construção dos Estados Unidos.

O responsável pela criação é Carter G. Woodson, que em 1926 instituiu a Semana da História Negra com a seguinte premissa: “Se um povo não tem história, é como se não tivesse tradição valiosa. Ele torna-se um fator insignificante no pensamento do mundo, e corre o risco de ser exterminado”. Mais atual, impossível!

A nossa homenageada é uma cientista negra que fez aquela viagem que muitos de nós sempre sonhou! Ela foi a primeira a visitar o espaço!

Jemison foi uma jovem frustrada com a falta de diversidade nos rostos atrás das Missões Apollo – as primeiras viagens espaciais promovidas pela Nasa. Aos 16 anos, ela foi admitida na Universidade de Stanford, onde atuou como chefe da União dos Estudantes Negros. Graduou-se em 1977  em engenharia química e  em estudos afro-americanos. Ela também fez doutorado em medicina pela Universidade Cornell, em 1981.

Em 1983,  Jemison aplicou o programa de astronauta da NASA. Mas sua aplicação foi adiada após o trágico acidente Challenger, em 1986. No entanto, ela reaplicou e foi uma das 15 pessoas entre mais de 2.000 pessoas selecionadas para o programa. Após cinco anos de treinamento, embarcou em sua primeira missão! Jemison deixou a NASA em 1993 e fundou a 100 Year Starship, instituto dedicado a pesquisar viagens interestelares nos próximos 100 anos.

Jemison é uma inspiração para aquelas que seguem carreiras em muitos campos dominados por homens brancos. Em uma entrevista com o Chicago Sun-Times, Jemison disse: “Nunca seja limitado pelas imaginações limitadas de outras pessoas … Se você adotar suas atitudes, a possibilidade não existirá porque você já fechou”. Também é dela a frase: “A melhor maneira de tornar sonhos realidade é acordar e realizá-los com valentia e audácia!”.

Confira trechos de uma entrevista com ela!

O  representa para você ser a primeira mulher negra em uma viagem espacial?

Com frequência somos deixadas de fora do avanço da humanidade. Quando voei ao espaço, fiquei surpresa ao saber que só caucasianas dos EUA e da Rússia haviam estado lá antes de mim. Sempre imaginei que todo tipo de pessoa teria ido. Ser a primeira foi um grito de que temos muito a oferecer, uma honra e responsabilidade. Eu me comprometi a incluir toda a perspectiva e o talento humanos na construção do mundo.

Você lidou com machismo e racismo em sua carreira?

É claro! Raça e gênero ainda afetam as presunções sobre você. O tempo foi passando e muitos não verbalizavam mais os preconceitos. Minha perspectiva é reconhecer que eles estão presentes, mas sem sair por aí para convencer as pessoas. Faço o trabalho e o deixo falar por si. Não tenho medo de me levantar e defender minhas ideias.

Qual a importância de uma maior representatividade negra e feminina na exploração espacial?

Encorajá-la beneficiará o mundo com novas perspectivas e capacidades de solucionar problemas. Contar com o potencial de todos é crítico para encarar os desafios atuais. É muito importante envolver mulheres de todos os continentes e etnias, assim como é crucial ter boa representatividade de homens. Não se trata só de números de pessoas: é sobre conhecimento e talento.

#VivaDiaspora