Caminhando pelos Caminhos de Desterro
Este tour propõe uma travessia guiada pelas histórias, resistências e presenças negras que moldaram Florianópolis, ainda que frequentemente apagadas dos discursos oficiais. Ao caminhar pelo centro histórico, você descobrirá as raízes negras que sustentam a formação social e cultural da cidade, conectando-se com personagens, espaços e práticas que revelam o protagonismo da população negra na história de Desterro.
O itinerário busca reconectar você às memórias invisibilizadas do território, destacando a economia de mulheres negras, o poder político negro, a resistência através da música, e como a arte mantém viva a continuidade cultural. Cada parada é um convite a compreender como pessoas criaram vida, resistência e legado em uma cidade que tentava apagá-las. E é justamente nessa continuidade que a caminhada se encerra: no samba. Porque o samba não é apenas uma música — é resistência, é memória viva, é o corpo que segue dançando as histórias que não podem ser apagadas.
Pontos de Parada
Catedral Metropolitana — Fundação de Desterro e mão de obra escravizada
Palácio Cruz e Sousa — Poder político negro: Abdon Batista e Heráclito Carneiro
Praça XV de Novembro — Cruz e Sousa, quitandeiras e economia de mulheres negras
Casa de Câmara e Cadeia — Arquitetura de controle e resistência
Calçadão João Pinto — Comerciantes ambulantes e higienização urbana
Travessa Ratcliff — Instituto Arco Íris e samba como resistência
Escola de Antonieta de Barros — Primeira mulher negra deputada estadual do Brasil
Avenida Hercílio Luz — Rio da Bulha, lavadeiras e memória
Igreja de Nossa Senhora do Rosário — Irmandades negras e celebração
Encerramento: Samba e Celebração
Após a roda de conversa na Igreja do Rosário, a caminhada se transforma em celebração. Você será convidado a participar de uma roda de samba — um espaço onde a história se torna corpo, onde a resistência se torna ritmo, onde a memória se torna dança.
O samba não é apenas o encerramento: é a síntese de tudo que foi vivenciado. É o momento em que você compreende, não apenas com a mente, mas com o corpo inteiro, por que essas histórias importam. Por que essas pessoas importam. Por que essa resistência continua viva.
Dependendo do dia escolhido, você participará de:
Sexta-feira: Samba Informal de Rua na Nunes Machado — encontro espontâneo, autêntico, onde o samba pulsa na rua
Sábado: Samba de Antonieta no Bugio Centro — celebração dedicada à memória de Antonieta de Barros
Domingo: Samba do Largo no Bugio Centro — roda comunitária onde histórias são compartilhadas e celebradas
Alimentação e bebidas estão disponíveis em espaços parceiros, permitindo que você desacelere, compartilhe impressões e integre a experiência.
Horários e Encerramento:
Sexta-Feira Finalização com Samba Informal de Rua
Sábado: 14h — Finalização com Samba de Antonieta Sexta-Feira Finalização com Samba Informal de Rua
Levar: Roupas confortáveis, calçados fechados, protetor solar, água